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sábado, 22 de janeiro de 2011

Dica do Dudu: O Segredo de seus Olhos

Cara, 2010 foi um ano bacana pro cinema, 82 filmes bons foram lançados (e não to falando dos queridinhos do Oscar, ou Avatar e 2012). Death Proof, Crazy Heart, Robin Hood, Sherlock Holme, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, e mais uma penca de etc’s.

Há tempos que eu vinha querendo assistir O Segredo de Seus Olhos, um filme argentino que veio de lambuja com todos esse outros filmes bons, mas sempre ia empurrando com o panceps o dia em que eu levaria o filme pra casa. Pois bem, sexta-feira tomei uma atitude e aluguei.

Tchê, o filme é um dos melhores de 2010 que eu assisti. É aquela junção de drama, ação, romance, pitadas de suspense e humor ao longo de toda película, sem falhar. Pra quem quer alguma informação adicional, o enredo fala sobre Benjamin Espósito, um funcionário pública que trabalhava no Palácio da Justiça de Buenos Aires, e que se aposentou há pouco tempo. Sem nada de interessante pra fazer, e querendo fazer mais do que ficar coçando o saco bebendo cerveja e assistindo futebol, ele resolve começar a escrever um livro sobre um crime que ele investigou 25 anos antes. Cara, não vou falar mais nada, assiste!

É o filme que ganhou o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro esse ano, e ainda tem no papel principal Ricardo Darín, que é uma espécie de Tony Ramos do cinema argentino. Foi dirigido por J.J. Campanella, que é o diretor da série [H]ouse desde 2007. Te mexe cowboy! calça tua butina chulezenta e vai correndo pra locadora alugar o filminho.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Dica do Ducu: Crème de la crème dos filmes de 2010

Em 2010 foram lançados uma penca de ótimos filmes, super-produções, líderes de bilheterias,... e é sempre uma função meio de carrasco eleger os melhores do ano, mas também não tem como dizer que todos são bons. Então, fiz uma lista dos que eu mais gostei, até porque não assisti todos os lançamentos. E, pasmem, nem 2012 e nem Avatar estão na lista. Bom, fica a dica de 3 filmes tri afudês lançados cá em terras tupiniquins em 2010.

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres: É um filme sueco, o primeiro da trilogia Millennium, baseada na trilogia literária homônima, escrita por Stieg Larsson. Pra mim, é o melhor filme de suspense dos últimos 5 anos no mínimo, e ainda combina um punhado de romance e ação; tudo isso livre dos clichês dos filmes americanos. Esse primeiro filme dos 3, conta a história de um jornalista da revista sueca Millennium que após ser condenado por calúnia, é contratado por um poderoso empresário pra investigar o desaparecimento da sobrinha dele 36 anos antes.

À Prova de Morte: É uma homenagem do Quentin Tarantino a filmes clássicos de carros-mega-thunder-phodões dos anos 60/70. É trash. Muito trash. Bem ao estilo Tarantino, e por isso mesmo, um filme que não é pra qualquer um. Não tem muito o que falar sobre a história, só que tem carrões clássicos daqueles que a gente colecionava em miniatura quando tínhamos uns 5 ou 6 anos de idade, mulheres gostosíssimas e muita ação. Meu filme predileto de 2010 disparado. Baaaaah!

Coração Louco: Não é porque o Jeff Bridge é um dos meus atores prediletos que o último filme dele tá nessa lista. Mas sim pela história, pelas atuações e toda originalidade do enredo. Nesse drama, o Jeff, que é guitarrista de verdade, faz o papel de um músico country decadente, afundado no álcool, que tenta se reeguer; e ainda de quebra se apaixona, ou quase isso, no meio do caminho. Baita filme, principalmente pros pseudo-músicos errantes do mundo. Fica a dica.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Lançamentos de Dezembro (03)

- Eclipse (Aventura): Mais um capítulo da saga Crepúsculo, e como sempre, recheado de aventura, suspense, ação, e claro, muito romance.

- Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Suspense): Harriet Vanger desapareceu 36 anos atrás sem deixar pistas na ilha de Hedeby, um local que é quase propriedade exclusiva da poderosa família Vanger. Apesar da longa investigação policial a jovem de 16 anos nunca foi encontrada. Mesmo depois de tanto tempo seu tio decide continuar as buscas, contratando o jornalista investigativo da revista Millennium, Mikael Blomkvist, que não está em um bom momento de sua vida, enfrenta um processo por calúnia e difamação. Mas, quando o jornalista se junta a Lisbeth Salander, uma investigadora particular nada usual, incontrolável e anti social, a investigação avança muito além do que todos poderiam imaginar.

- Ação e Reação (Ação): Ícaro sempre foi o melhor matador. Por anos, trabalhou como agente secreto na América mas, quando a União Soviética entrou em colapso, ele ficou nos Estados Unidos e começou uma nova vida, longe da criminalidade. Quando um acidente em Hong Kong revela sua verdadeira identidade, o passado e o presente colidem e o assassino percebe que agora ele é o alvo. As pessoas que o querem morto não irão desistir até o capturarem. Lutando por sua vida, Ícaro é forçado a enfrentar os demônios do passado para proteger quem ama, antes que seja tarde demais.

- A Ressaca (Comédia): com John Cusack. Adam (John Cusack) foi abandonado por sua namorada. Lou (Rob Corddry) adora uma festa, mas não consegue encontrá-la. Nicky (Craig Robinson) tem sua vida controlada pela esposa. Jacob (Clark Duke) é fanático por videogame e, por causa disto, raramente sai de casa. Eles são amigos e, após uma noite de muita bebedeira, acabam na banheira de hidromassagem de um resort de esqui. Sem saber como, eles acordam em pleno 1986. É a chance que têm para apagar erros do passado e criar um novo futuro.


- Um Doce Olhar (Drama): Yusuf (Bora Altas) é uma criança que mora com os pais numa isolada área montanhosa. Para ele, a região de floresta torna-se um verdadeiro mistério e aventura a partir do momento em que ele acompanha o pai em um dia de trabalho. O filme mostra sua incrível jornada pela busca de algum sentido a sua vida.

- Karate Kid 2010 (Aventura): esse remake do clássico, traz Jackie Chan. Dre vai com sua mãe para a China contra a sua vontade para que ela possa trabalhar. Ele não conhece a língua e tem dificuldades de se relacionar com as crianças de lá. O jovem sofre agressões verbais e psicológicas que não demoram a chegar à agressão física. Ele, então, conhece Mr. Han, que se oferece para lhe ensinar mandarim e artes marciais.

- Sex and The City 2 (Comédia Romântica): Desta vez elas aparecem na forma de uma aventura glamurosa e ensolarada que carrega as mulheres de Nova York para um dos destinos mais luxuosos, exóticos e enigmáticos do planeta, onde a festa nunca termina e há sempre algo misterioso em cada esquina. Uma viagem que surge no momento perfeito para as quatro amigas, que se descobrem envolvidas nas regras tradicionais do casamento e da maternidade, e tentam lutar contra isso.


- Lazy Town (Infantil)

- Meu Malvado Favorito (Animação/Infantil): Num tranquilo e feliz bairro de subúrbio, onde as casas têm cercas com arranjos de flores, há uma única casa sombria e cujo jardim está morto. Os vizinhos não têm conhecimento disso, mas ali se o esconderijo secreto de um vilão assustador chamado Gru, que planeja o maior golpe do mundo: ele vai roubar a Lua. Gru acredita que pode vencer qualquer um que cruzar o seu caminho. Isso até o dia em que conhece as garotinhas órfãs Margo, Edith e Agnes. Elas são as únicas que conseguem ver naquele homem o que ninguém jamais viu: um pai em potencial.

- Shrek Para Sempre (Animação/Infantil): o ogro mais simpático que já existiu se despede de todos em grande estilo com essa última aventura.


Em breve serão listados aqui no Blog mais lançamentos. Aguardem


*Reservas somente pelo telefone (51) 3741 1025, pelo e-mail caduvideo@gmail.com, ou, diretamente na locadora.


Cadu Vídeo no Twitter:http://www.twitter.com/CaduVideo/

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nem tudo são filmes na Cadu Video

Num sábado de tarde de muito calor e abafado, nada melhor do que poder curtir o ambiente climatizado da locadora Cadú Vídeo, mas melhor ainda presenciar de forma inesperada um pocket show de blues/rock, com o músico Sandoval Wildner (dessa vez empunhando apenas uma guitarra), destilado alguns de seus venenos com o slide nas seis cordas em umas 7 músicas instrumentais. Uma apresentação curta, típico show relâmpago, só o essencial do recado a ser dado, sem firulas, tipo 45min (umas 7 músicas) e pimba! Apresentou inclusive 2 composições próprias. É, sem dúvida um sábado bem atípico...




sábado, 13 de novembro de 2010

Dica do Dudu: À Prova de Morte (2010)

Não tem muito o que falar sobre o filme novo do Tarantino. Foi feito com açúcar, tempero e tudo o que há de bom, e mais garotas gatíssimas, carros poderosos e clássicos, boas músicas e muita testosterona.
É uma homenagem do Tarantino aos clássicos de carros, quando ainda não se usavam efeitos especiais, mas apenas dubles corajosos o suficiente pra desempenhar seu papel.
Bem, a história é a seguinte: Duble Mike é um sujeito bem estranho, do tipo machão, que gosta de ir em bares não pra beber, mas sim por causa das garotas e dos nachos. Na película, 8 mulheres lindas vão encontrar com ele, e sabe quando dizem que tem pessoas que a gente não deveria esbarra por ai? Pois é...
Duble Mike segue por ai com sua charanga "à prova de morte" aterrorizando coraçõezinhos, e o filme foi bem feito, é um trash muito bacana, vale a pena conferir (e é sem efeitos especiais).
Não tem mais o que falar, só que o papel principal fica por conta do Kurt Russell, e a direção é do Quentin Tarantino.


sábado, 16 de outubro de 2010

Dica do Dudu: As Melhores Coisas do Mundo (2010)

Hey cara pálida, se tu tens mais de 15 anos certamente se lembra daquela série clássica de livros "Mano descobre isso", "Mano descobre aquilo", "Mano e etc e tal", né? Eu li todos, confesso. Perdi uma boa parte da minha vida lendo essa book-serie. Não que seja perda de tempo le-los, mas é que na época (uns 7 ou 8 anos atrás), eu não entendia bosta nenhuma do que aquele amontoado de folhas queria realmente transmitir. Mas eu li (uhu!).
Fui descobrir mais tarde o real significado daquilo, que ia além de um material legal, bem desenhado e escrito: tratava de conflitos familiares e, como posso dizer, internos (?); ah, com seu próprio "self", consigo mesmo.
Baseado nesses livros, a Warner Bros, lançou esse ano o filme As Melhores Coisas do Mundo, uma produção nacionalmente tupiniquim (brasileira, se tu não sabe o que é tupiniquim), com direção de Laís Bodanski (aquela que dirigiu Bicho de Sete Cabeças, meu filme brasileiro predileto, e meu filme predileto dentre todos quando o assunto é conflitos em família).
Se tu ta ligado na história do personagem principal, pode pular esse parágrafo, se não, posso dizer que a vida do Mano virou uma lot of shit em uma semana praticamente: os pais se separam (o motivo tu só vai saber assistindo o filme, malandrinho), a guria por quem ele é apaixonado faz o guri de bobo, os amigos sacaneam o chorão, espalham mil e um boatos, bullying, enfim, uma merda mesmo. Mano então precisa encontrar um jeito de reorganizar sua vida e a de seu irmão e mãe, sem deixar o pai safadinho de fora.
É bacana pra todo mundo que tá no colegial, ou tem menos de 20 anos; o que não quer dizer que quem tenha mais esteja proibido de assistir.
A trilha sonora é tri bacana, recheado de rock's das antigas, mpb e um pouco de ska-a-la-brasileira (porque a gurizada não ouve isso de verdade?!), e o casting de nomes já consagrados é formado por Caio Blat, Paulo Vilhela, Zé Carlos Machado, Gustava Machado, Juliana Dantas e Denise Fraga, e conta com os teen-stars Ananda Carvalhosa, Francisco Miguez, Gabriela Rocha, Gabriel Illanes, e Júlia Barros, além de uma participação especial do Fiuk (que por incrível que pareça, não estragou o filme, e se portou como gente grande, com uma atuação bacana e natural, longe daquela cagada que ele fez em Malhação; mas eu continuo não gostando dele).
Outra coisa bacana about it, é que o roteiro foi escrito com a ajuda de estudantes de escolas paulistas, com idade de colegial; ou seja, a faixa etária do público que se pretendia atingir.
Cara, o filme é bom, bem feito, com atuações tri espontâneas. Vale a pena assistir.





Fica a dica.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dica do Dudu: Estão Todos Bem (2010)

Há duas semanas, na verdade, há dois finais de semana, exatamente no sábado, foi o "Dia da pizza, vinho e filme" aqui em casa. Eu e meus pais nos reunimos como de costume na sala pra um ritual que começou as 22:00 e terminou as 2:30: assistir a dois filmes (na ocasião, Mar Adentro e Estão Todos Bem), beber vinho e comer pizza (que naquele dia foi substituído por xis).

O motivo, além de reunir todo galerê, foi conferir o novo trabalho de Robert DeNiro, um drama chamado Estão Todos Bem (um remake do Estamos Todos Bem, de 1991, dirigido por Giuseppe Tornatore), que trabalha justamente a difícil e volúvel relação de um pai de uma tradicional família contemporânea americana com seus filhos.

Frank (Robert De Niro), recém viúvo, logo após levar um bolo da gurizada (seus filhos), resolve, mesmo com saúde debilitada, partir em uma viagem pelos Estados Unidos para visitar seus quatro filhos.

Naturalmente, os filhos deveriam reagir com emoção ao ver o pai indo visita-los, mas a impressão que o próprio Frank tem, é de que os garotos estão fazendo de tudo "para se livrar" dele; menos um, o artista plástico David, que só não o fez porque havia desaparecido misteriosamente.

Mais do que isso, Frank vai descobrir que a vida de seus filhos não é tão perfeita como eles mesmos costumavam descrever.

É um ótimo filme para assistir acompanhado dos pais, ou dos filhos, dependendo da situação. A verdade, é que de certa forma, ele nos mostra uma realidade, que, embora nós neguemos, existe dentro de nossas casas; nosso relacionamento com nossos pais, que, normalmente não é tão perfeito, mas que costumamos omitir para outros, além de fatos importantes (ou tragicamente importantes) que costumamos esconder daqueles que nos criaram. Não se condena ninguém por isso, é verdade. Afinal, é da natureza do ser humano querer embutir perfeição em si mesmo, e ocultar os podres, até mesmo dos pais, que normalmente iriam querer ajudar a resolver os problemas.

De qualquer modo, essa é a minha dica de filme de hoje.

E, além do DeNiro, o cast conta ainda com Sam Rockwell, Kate Beckinsale e Drew Barrymore; e foi dirigido por Kirk Jones.


Fica a dica.

(Eduardo Ruedell)

sábado, 7 de agosto de 2010

Dica do Dudu: Ironias no Amor (2008)

Com essa falta do que fazer costumeira de sábado a noite, me encorajei e aluguei um filme que eu vinha namorando há uns seis meses, Ironias do Amor (My Sassy Girl 2008), com a já quase inexistente esperança de curar o tédio dos sábados a noite sem nada de interessante.
Pois bem, nada melhor que uma boa comédia romântica pra resolver o problema existencial, já diria uma amiga minha, e confiante lá fui fazer a Movie Love Session da semana.
O enredo é simples, não existe probabilidade de se perder na história (a não ser que seja muito topeira), mas o que encantou me nele, fora o fato de ter sido muito bem elaborado, é que a impressão que se tem é de tratar-se de um filme com duas histórias diferentes, que se cruzam, e que poderiam virar filmes diferentes. Porém, ai é que está a "magia" toda da coisa: mesmo depois de parecer que tudo está encaminhado e essa seria só mais uma comédia romântica, a história continua, inverte, muda, mostrando o que há tempos eu queria ver em um filme do gênero, o fato comprovado de que as coisas não ficam só no "felizes para sempre", que ainda há muita água por rolar.
Pois bem, a história é basicamente sobre estranho relacionamento de Charlie, um jovem estudante de administração, com a jovem, rica e exótica (e exoticamente linda) Jordan. Desde que se conheceram, quando Charlie salva a moça da morte, ela tem se mostrada meio desmiolada, se me permitem a expressão; tenta não demonstrar e esconder de si mesma quais são suas verdadeiras intenções com o pobre rapaz, mas quando se convence do que realmente quer, faz o que muitas mulheres por ai fazem com nós homens: bota a vida de Charlie de perna pro ar, e o envolve em um jogo de pura tortura psicológica, onde ele será testado até a exaustão, para saber se ele é "digno" do amor de Jordan.
Foi baseado em um filme coreano de mesmo nome, e, apesar de eu humildemente achar a versão americana melhor, esta fora rejeitada pelo público estado-unidense, por puro preconceito, eu acho.
O elenco principal é formado por Elisha Cuthbert (a malvada Jordan) de A Casa de Cera e Show de Vizinha, e Jesse Bradford (obviamente Charlie) de A Conquista da Honra, Romeo + Julieta, Medo em Cherry Falls e A Conquista da Honra; além de ser dirigido por Yann Samuell, que não é nenhum diretor excepcional e muito menos de grife, mas fez um bom trabalho nesse filme.

Fica a dica.

sábado, 19 de junho de 2010

Dica do Dudu: Geleiras do Inferno (1953)

John Wayne ficou famoso no cinema interpretando personagens que se imortalizaram devido a sua personalidade marcante. Entre suas maiores proezas estão os westerns e os filmes de aviação.
Praticamente esquecido nas prateleiras das pouquíssimas video locadoras que possuem um exemplar disponível, está o grande "Geleiras do Inferno" ("Island In The Sky"), de 1953. O filme, que na minha opinião é uma das melhores películas de aviação de todos os tempos, não ficou famoso devido ao estrondoso sucesso de "Asas de Águia", também um filme de aviação de John Wayne, que, lançado quatro anos mais tarde, é considerado o maior clássico de filmes sobre aviação.
Em uma época em que alguns estúdios de cinema já começavam a produzir filmes em cores, o clássico esquecido de Wayne possui as tomadas a céu aberto mais lindas do cinema em preto e branco que eu já vi, gravadas nas montanhas Sierra, entre 1952 e 1953.
Mas, vamos falar um pouco sobre o roteiro. O filme conta como o Capitão Dooley (Wayne) e sua equipe de aviadores civis a serviço do exército estadunidense para transportar suprimentos para os combatentes americanos na II Guerra Mundial (prática comum da época o recrutamento de pilotos civis para esse tipo de serviço), conseguiram sobreviver durante uma semana no meio do deserto de gelo inexplorado, até então, da região central do Canadá, após desviarem da rota e ficarem sem combustível para retornar, o que os obrigou a realizar um pouso de emergência naquela região desolada.
Dirigido por William A. Wellman (diretor de Inimigo Público, Buffalo Bill e Céu Amarelo), o filme é uma homenagem a todos os bravos pilotos civis que morreram na luta contra o Nazismo durante a II Grande Guerra, e é um dos filmes que ninguém pode deixar de assistir ao menos uma vez na vida.


Cheers, Kids.
Eduardo Ruedell.
(eduardoruedell.blogspot.com)

domingo, 23 de maio de 2010

Dica do Dudu: (500) Dias Com Ela



Eu sou um fã assumido de comédias românticas, e não me envergonho disso. Dentre as minhas prediletas estão Notting Hill (Um Lugar Chamado Notting Hill) e When Harry Met Sally (Harry e Sally: Feitos um Para o Outro), que são clássicos aclamados pelo público e pela crítica. Público esse, que em sua maioria, diz que “já não se fazem mais comédias românticas como antigamente”, e só pra remar contra a maré, vou falar de uma lançada em 2009, que acabo de incluir na minha lista de filmes prediletos: (500) Days of Summer (no Brasil, (500) Dias Com Ela).
A recém lançada, pouco conhecida e muito ignorada película, não é uma história de amor, mas sim, uma história sobre o amor, mostrando todos os altos e baixos de um relacionamento, desde o começo empolgante, até o final desgastante. Mostra a insistência de um, e o descaso de outro, quanto a preocupação de manter o relacionamento em alta.
Pra ser bem sincero, me identifiquei muito com o personagem principal, Tom Hanson (Joseph Gordon-Levitt). Temos manias parecidas, e até mesmo gostos musicais parecidos (mas eu, ao contrário dele, gosto do Ringo Starr).
A história, num geral, é a reflexão de Tom, um escritor de cartões comemorativos, sobre o namoro, ou melhor, relacionamento volátil sem definição, como gosto de falar, que teve com Summer Finn, a secretária de seu chefe de departamento, depois de levar um fora da garota. A única coisa que os dois tinham em comum, era o gosto pelas músicas dos Smiths, mas em relação ao resto, eram totalmente diferent es. Ele por exemplo, acredita no amor, ela não. Ele quer um relacionamento estável, ela só quer aproveitar a vida. E esse pé na bunda, faz com que Tom passe a refletir sobre se realmente valeu a pena todo esse desgaste emocional, e retoma antigos sonhos.
O filme foi dirigido por Marc Webb, e além dos atores sobre cujos personagens gira em volta a trama, o elenco se completa com Chloe Moretz, Geoffrey Arend, Matthew Gray Gubler, Jennifer Hetrick e Minka Kelly.
Ainda destaco a trilha sonora do filme, que eu, sinceramente, achei genial, e, apresenta entre outros artistas: The Smiths, Hall & Oates, Carla Bruni, Simon & Garfunkel e She & Him.

Fica a dica.
Abraço kids,
Eduardo Ruedell.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Dica do Dudu: A Todo Volume (2008)

Há duas semanas, aproximadamente, assisti ao documentário A Todo Volume (It Might Get Loud - 2008, lançado somente esse ano aqui em terras tupiniquins), depois de dois meses na expectativa, desde que li sobre ele em uma revista lá na Cadu Video.
O filme nada mais é do que o encontro dos maiores expoentes da guitarra de suas respectivas décadas de atuação. Ele reúne nada mais, nada menos, que Jimmy Page (Led Zeppelin, representando os anos 70), The Edge (U2, que foi, na minha opinião o sujeito mais fodástico a tirar um som na 6 cordas nos anos 80 e início dos 90), e o jovem Jack White (The White Stripes e The Raconteurs, representando a segunda metade dos 90's e os 2000's, e que, convenhamos, e me apedrejem se não gostarem, é o maior guitarrista dessa nova geração pós-Grunge).
Os caras chegam em carros separados e entram no set de filmagem por portas diferentes, só sabendo quem iriam encontrar e que falariam sobre o nobre instrumento de 6 cordas, a Guitarra, e sobre Rock'n'roll, mas sem saber o que mais poderia acontecer. "Quem sabe a gente não sai na porrada", brinca Jack White ainda no carro a caminho do set.
Quando finalmente se encontram, rola aquela típica adoração mútua, que sempre se dá quando grandes músicos que fizeram, e ainda hoje fazem história se encontram.
Acabamos viajando no tempo, e vemos onde o Led começou a gravar; em que escola que surgiu e que se realizou o primeiro show do U2; descobrimos a paixão do jovem Jack pelo Blues e pelo rústico. Eles ainda nos contam seus segredos para criar novas músicas, e como criaram alguns dos maiores clássicos do Rock, nos apresentam para suas guitarras de estimação e contam suas histórias. E é claro, o que não poderia faltar: um som bacana, que vai desde Jam's até a execução dos seus maiores clássicos (rola até o Jimmy ensinando o The Edge e o Jack como tocar bem certinha Whole Lotta Love, e contando o porque da guita com dois braços em Stairway to Heaven).
É um filme pra quem curte música, pra quem é fã do bom e velho Rock'n'roll e desses dinossauros. Ele expõe toda a paixão pelo instrumento e pelo som, que só quem é músico sabe como é. E, tenho de confessar, quando assisti ao filme, fui tomado por uma euforia incontrolável, tive orgasmos múltiplos, meu coração acelerou ao ve-los tocando juntos.
É muito intenso. É viciante. É a melhor e mais pura das drogas alucinógenas: o Rock'n'roll.

Abraços, kids!
(Eduardo Ruedell)

(http://eduardoruedell.blogspot.com)